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terça-feira, 29 de junho de 2010

da loucura

“estive doente

doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.

dos olhos que viram mulheres formosas

da boca que disse poemas em brasa

dos nervos manchados de fumo & café.

estive doente

estou em repouso, não posso escrever.

eu quero um punhado de estrelas maduras

eu quero a doçura do verbo viver.”


(de um louco anônimo – transcrito por caco barcellos

na reportagem crime & loucura, folha da manhã.)


Um comentário:

On The Rocks disse...

conheço este brilhante poema de um livro do caio fernando abreu. já fiz um monólogo com ele.

bj