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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pátria sem fronteiras

Desde pequenos, aprendemos a cultivar o amor à pátria. Mas, ao contrário do que possa pensar, o amor à pátria está além do amor dedicado a fulano ou sicrano, está além dos nomes do poder de qualquer época, está além no nacionalismo fanático e cego. A pátria não está nas mãos dos poderosos. A pátria é do povo e amá-la significa cultivar o apreço pelo lugar em que nascemos. Amar o lugar pelo que ele é; sua natureza, sua cultura, sua riqueza – que não pode ser medida em termos de capital, mas pela sua essência. Ontem, teve início a Semana da Pátria em Chapecó. “Brasil, meu Brasil brasileiro, / meu mulato inzoneiro / vou cantar-te nos meus versos”, diz a música de Ary Barroso, apresentada pela Escola Pedro Maciel na solenidade que despertou com Chapecó na praça central. Porém, pátria não é apenas o Brasil. Pátria é o mundo todo, pátria é sem fronteiras. Somos todos seres humanos nascidos em uma terra maravilhosa, repleta de mazelas, mas ainda assim belíssima. Em tempos de caos, amá-la pode ser realmente difícil, mas jamais será impossível. Como diria Sepé Tiarajú: “Está terra tem dono”. E, os donos, somos nós.