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domingo, 14 de novembro de 2010

A OBSCENA SENHORA D.

“escute, senhora d, se ao invés desses tratos com o divino, desses luxos do pensamento, tu me fizesses um café, heim? e apalpava, escorria os dedos na minha anca, nas coxas, encostava a boca nos pêlos, no meu mais fundo, dura boca de ehud, fina úmida e aberta se me tocava, eu dizia olhe espere, queria tanto te falar, não, não faz agora, ehud, por favor, queria te falar, te falar da morte de ivan ilitch, da solidão desse homem, desses nadas do dia a dia que vão consumindo a melhor parte de nós, queria te falar do fardo quando envelhecemos, do desaparecimento, dessa coisa que não é existe mas é crua, é viva, o tempo.”

hilda hilst

6 comentários:

Andréa Beheregaray disse...

Recebeu meu email?

Carla Farinazzi disse...

Amo Hilda Hilst, muito mesmo! Ela tem o dom. Pra sempre.

Obrigada pelo texto, beijo

Carla

. disse...

"Senhora D, a viva compreensão da vida é segurar o coração."

Esconderijo do Observador disse...

Belo texto. Hilda merece mais atençao de minha parte.
Um beijo do observador.

Lívia Inácio disse...

O.O

Obcena mesmo essa senhora! rsrs

Um Dia Desses disse...

Desculpe a falta de conexão com o post, mas exatamente no dia 2 de outubro deste ano você deixou um comentário em meu blog com os seguintes dizeres:
"quem é você. de onde vens? :D"

Quer saber mesmo?