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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dos diários de Anaïs Nin


Um encontro que a levaria para a psicanálise. Assim foi a conjunção da escritora Anaïs Nin (1903-1977) com o escritor Henry Miller e sua mulher June. Henry & June é parte dos diários não-expurgados de Anaïs Nin. Considerado o melhor livro da autora (melhor ainda do que Delta de Vênus e Uma espiã na casa do amor), foi lançado originalmente após a sua morte, no ano de 1980.
Henry Miller, que escrevia Trópico de Câncer, foi o responsável por um certo florescer sexual de Anaïs, casada com o banqueiro Hugh Guiler (Hugo). O relato apresenta um período intenso, do final do ano de 1931 ao final de 1932. Tempo em que a escritora se manteve em Paris e se apaixonou pela beleza de June, além de é claro, se encantar pela escrita e pela rudeza de Henry. Desse affair, surge a liberação não só sexual como moral da autora.
Um livro em que não se distingue realidade de ficção, carregado de um texto forte que caracterizou Nin. “Fiquei assombrada. Lembrei-lhe de como as primeiras palavras que lhe escrevi depois de nosso encontro quase foram: ‘A montanha de palavras se rachou, a literatura caiu por terra’. Quis dizer que os verdadeiros sentimentos tinham começado – e que o intenso sensualismo da escrita dele foi uma coisa, e a nossa sensualidade juntos foi outra, uma coisa verdadeira.”
Em 1990, Henry & June foi adaptado para o cinema. No filme, Maria de Medeiros interpreta Anaïs e Uma Thurman faz o papel de June.
Criadora da frase “a vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo”, Anaïs Nin mostrou que a vida pode ser bem mais do que nosso contexto cultural impõe. Nin é conhecida como a precursora das lutas pela emancipação sexual da mulher. Nascida em 21 de fevereiro de 1903, em Neuilly, próximo a Paris, Anaïs veio de uma união no mínimo interessante: seu pai, Joaquín Nin, foi pianista e compositor espanhol e sua mãe, uma dançarina franco-dinamarquesa.
Foi amiga de várias figuras célebres, entre elas D. H. Lawrence, André Breton e Antonin Artaud. Anaïs morreu em 14 de janeiro de 1977, em Los Angeles, no solo norte-americano, onde muitos anos antes iniciou o famoso diário, que ao final de sua vida atingiu dezenas de volumes.

2 comentários:

Andréa Beheregaray disse...

Sempre com dicas quentíssimas!

Mais uma coisa para minha lista de desejos.

Beijos.

On The Rocks disse...

você é das minhas. imagino que eu seja dos seus - rs

bj