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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

cicuta, por favor



e o que ficou foi aquele gosto amargo na boca, misto de nicotina & incompreensão. se houver algum inferno, há de ser aqui dentro. e os dias melhores não virão, e o passado & o futuro não conjugam, e eu sou um verbo no infinitivo, e eu sou álcool, desprezo & solidão. se deus existe, deve ser um sádico brincando de lego nas alturas, escrevendo um roteiro improvisado, impróprio para menores, de um drama-trash-bang-bang, enquanto fuma charutos de corpos cremados em decomposição. não há musicalidade das letras que amenize um coração dilacerado, não há poesia que me faça crer que tudo isso faz sentido, mas só quem tem a guerra no peito pode entender estas linhas mal feitas, procurando deus, a paz & os sonhos desfeitos, em meio a esse caos sedentário dos becos urbanos de ares doentes.

Um comentário:

Fernando disse...

que fase... niilista para o mundo, devotada às palavras e à poesia. pé na mundo e fé na tábua! no papirus virtualis! enigma: escreva-me ou te te devoro!